Ed. #004Quinta, 1 de outubro5 min de leituraCobre 30/09 a 01/10
Bom dia! A IA de compras gosta mesmo é de loja grande.
Hoje tem IA que só indica loja grande, ChatGPT com cara de plataforma de mídia, iPhone barrando anúncio e um gameshow inteiro sobre frango frito. Quinta é sexta em treinamento. Pega o café: em 5 minutos você sai daqui sabendo o que importa.
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Tendências de mercado
A IA acelerou o marketing, mas a economia ainda não veio.
A Dentsu ouviu 1.950 líderes de marketing em 14 mercados para o seu relatório global de CMOs de 2026. Para 71%, a IA já acelera a chegada ao mercado. Mas 70% ainda não viram uma redução de custo relevante.
62% acham que a criatividade feita com ajuda de IA não captura o tom e a identidade visual da marca. E 78% temem que a otimização por algoritmo deixe todo mundo com a mesma cara. Não à toa, 74% pensam em trocar as ferramentas que usam hoje.
Por que importaA promessa de fazer mais com menos virou fazer mais, mais rápido. Se todo mundo usa a mesma máquina, o diferencial volta a ser ideia e conhecimento do cliente.
Na práticaAntes de assinar mais uma ferramenta de IA, meça o que a atual entregou em custo, e não só em volume de peças.
Anúncio de varejo nas redes recebe 19% mais cliques.
Dados da Emplifi reunidos pelo eMarketer mostram que o CTR mediano, a taxa de cliques, dos anúncios de varejo nas redes sociais subiu de 1,08% para 1,29%. A comparação é entre o segundo trimestre de 2025 e o de 2026, no mundo todo.
O movimento acompanha o bom momento do e-commerce. O Walmart, por exemplo, cresceu 24% em vendas online nos Estados Unidos no segundo trimestre do seu ano fiscal.
Por que importaMais clique na mesma vitrine indica público no modo compra dentro da rede social. É sinal para tratar o social também como canal de venda, e não só de alcance.
Carmed vira Flavy para ganhar o mundo, começando por Portugal.
A Cimed vai vender seu hidratante labial Carmed com outro nome fora do Brasil: Flavy, de flavor, sabor em inglês. A estreia é em Portugal, em 6 de outubro, com 150 mil unidades a cerca de 6 euros cada. A rede de saúde e beleza Wells terá exclusividade temporária.
Chegam cinco versões, incluindo parcerias com Fini e Oakberry. A Carmed responde por cerca de 15% da receita da Cimed, e a meta é que metade do faturamento da Flavy venha de fora do país em dois anos. Karla Felmanas, vice-presidente da Cimed, contou que o mais difícil foi abrir mão do nome Carmed.
Por que importaNome que funciona em casa pode não dizer nada lá fora. A Cimed trocou o nome e manteve o que vende, que é sabor e parceria com marca conhecida.
Cakes cria um estúdio próprio para depender menos de mídia paga.
A Cakes Body, marca de beleza das irmãs Taylor Capuano e Casey Sarai, chegou a US$ 100 milhões em vendas em três anos com vídeos das fundadoras no TikTok. Agora lançou a Cakes Media, um estúdio de entretenimento dentro de casa, com Caley Wildermuth, que veio da Red Bull, no comando do conteúdo.
A lógica é produzir conteúdo longo para o YouTube e recortar em vídeos curtos para as outras redes. O primeiro documentário tem 57 minutos e já passou de 371 mil visualizações.
Por que importaCom mídia paga cada vez mais cara, audiência própria virou ativo de crescimento. E a marca prefere produzir em casa para não perder a personalidade que fez o sucesso.
ChatGPT Ads ganha campanha em massa e relatório de conversão.
A OpenAI ampliou o gerenciador de anúncios do ChatGPT. Agora dá para subir uma planilha e criar várias campanhas de catálogo de produtos de uma vez, com modelos de anúncio gerados automaticamente. Também dá para ver em que pé está a revisão de cada produto e por que algum foi recusado.
Na mensuração, a API de Insights passa a mostrar conversões atribuídas além da meta escolhida na campanha. E os anúncios chegaram a sete mercados do Sudeste Asiático, com acesso self-service em todos.
Por que importaO ChatGPT está ganhando as ferramentas básicas de qualquer plataforma de mídia. Quem tem catálogo grande já consegue testar sem montar campanha por campanha.
Novo iOS barra a Trade Desk de servir anúncios no Safari.
O iOS 27, lançado em 14 de setembro, ampliou a lista de domínios que a Apple bloqueia no Safari por rastrear usuários entre sites. Entraram serviços de identidade como Unified ID 2.0, ID5, LiveRamp e Permutive.
O problema maior é outro. A lista inclui o adsrvr.org, domínio que a Trade Desk usa para entregar anúncios, e a plataforma de compra programática ficou sem servir anúncio no Safari de quem atualizou. A empresa pediu explicação à Apple, que até agora não deu prazo.
Por que importaQuem compra mídia programática pode ver o alcance cair no iPhone sem mudar nada na campanha. Vale conferir a entrega por navegador antes de culpar o criativo.
Instagram deixa impulsionar a live direto do aplicativo.
Antes, o app só deixava impulsionar post, story e reels. Agora o Instagram libera o mesmo para transmissões ao vivo, sem passar pelo Gerenciador de Anúncios da Meta. A live aparece como anúncio no feed, nos stories e nos reels, só enquanto estiver no ar.
Dá para impulsionar na hora ou agendar. O Instagram recomenda programar com pelo menos duas horas de antecedência para evitar atraso na entrega.
Por que importaLive sempre sofreu para juntar gente nos primeiros minutos. Para quem faz aula, lançamento ou tira-dúvidas ao vivo, é um jeito simples de encher a sala.
IA de compras indica loja grande até quando a pequena aparece.
Um estudo da Vaer AI para a Lightspeed Commerce rodou 20 mil perguntas de compra no ChatGPT e nas buscas com IA do Google, nos Estados Unidos e no Canadá. Sem busca na web, as grandes redes ficaram com 63% a 70% das recomendações. As pequenas lojas, com cerca de 10%.
Com a busca ligada, as grandes ainda levaram de 46% a 58% das primeiras indicações. Quando a pergunta incluía a palavra independente, a fatia das pequenas mais que dobrou. Termos como local e perto de mim mudaram pouco.
Por que importaSer citado como fonte não é o mesmo que ser recomendado. Para marca pequena, a IA tende a repetir quem já é conhecido.
Na práticaSe sua marca é pequena, deixe claro no site e nas avaliações por que ela é independente e especialista. É o tipo de sinal que o estudo viu puxar recomendação.
KFC fecha três anos de campanha com um gameshow de fãs.
Para encerrar a plataforma Believe in Chicken, a KFC do Reino Unido e Irlanda trocou o comercial por um programa de 30 minutos no YouTube. O Don't Crack, criado pela Mother, reuniu 30 fãs de verdade, escolhidos entre mais de 50 mil inscritos que escanearam um QR code em março.
Os competidores passam por quatro provas de devoção ao frango, como achar ovos dourados às cegas e ser o primeiro a chorar de alegria. O prêmio é de 50 mil libras. Segundo a marca, a plataforma levou a lembrança de propaganda ao maior nível desde 2013, e as vendas líquidas cresceram 6,4% no ano.
Por que importaA marca fechou a campanha transformando o próprio público em atração. Entretenimento com fã de verdade gera conteúdo e prova que a plataforma pegou.
Torcedor australiano ganha cachecol com bolso para torta.
A Four'N Twenty e a TBWA Sydney criaram um cachecol com dois bolsos para levar torta ao estádio sem usar as mãos. Quem já equilibrou vina, refri e celular na arquibancada entende a ideia.
U.S. Bank chama Jessica Alba para vender cartão a pequenas empresas.
A campanha da BarkleyOKRP apresenta dois cartões empresariais com 2% de cashback ilimitado e controle de gastos. Alba entra como dona de negócio, e não só como atriz famosa.